TSE comemora 30 anos da urna eletrônica e apresenta mascote para engajar jovens
Evento em Brasília celebra avanços tecnológicos e busca incentivar participação de novos eleitores nas eleições de outubro
Com foco nos jovens de voto facultativo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou nesta segunda-feira, 4, um evento para celebrar os 30 anos da urna eletrônica, marcado pelo lançamento do mascote Pilili — um personagem em formato de urna —, painéis interativos para selfies e exposições lúdicas.
O auditório reuniu 120 estudantes de quatro escolas do Distrito Federal, sendo três públicas e uma privada. Na abertura, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, destacou a importância do sigilo do voto e a segurança das urnas, fazendo um apelo para que os jovens participem das eleições de outubro.
Segundo Cármen, o mascote Pilili irá percorrer o Brasil em uma campanha para fortalecer a confiança nas eleições. “A urna é sua, é do Brasil, e são vocês que têm que defendê-la, porque é a defesa da democracia feita por todos nós”, afirmou.
“O que queremos é que cada vez mais jovens, que completem 16 anos até 4 de outubro, possam votar e exercer plenamente a cidadania, escolhendo quem ocupará os cargos de direção do País”, acrescentou a presidente do TSE.
Durante o evento, foi distribuído um guia de simulação do voto, utilizando personagens no lugar de candidatos. Como exemplo, a disputa presidencial de segundo turno foi ilustrada por uma chapa entre Futebol e Polo Aquático contra Forró e Pagode.
Na sequência, o coordenador de Tecnologia Eleitoral, Rafael Azevedo, apresentou o funcionamento da urna eletrônica, esclareceu dúvidas de alunos e professores e compartilhou curiosidades sobre o equipamento. Ele abriu um modelo de urna, mostrou seus componentes internos e detalhou os procedimentos de segurança. “Queremos ser auditados e que as pessoas vejam com os próprios olhos que a urna é auditável”, garantiu. “Podem vir auditar, a gente não tem medo não.”
Azevedo, que atua há mais de 30 anos no TSE, reforçou que o sistema da urna é “extremamente seguro” e que eventuais vulnerabilidades podem ser apontadas pela sociedade para aprimoramento. Ele destacou ainda que o código-fonte dos sistemas eleitorais fica disponível por um ano para fiscalização de entidades da sociedade civil, universidades e partidos políticos. Os sistemas seguem abertos para inspeção na sede do Tribunal até setembro.