DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Lula se reúne com Trump nos EUA; Alckmin destaca importância estratégica do encontro

Vice-presidente ressalta papel dos EUA como parceiro comercial e investidor no Brasil e defende diálogo para ampliar cooperação.

Publicado em 04/05/2026 às 17:13
ANSA

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (4) que o encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, nesta semana, tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil. Lula tem viagem marcada para a capital americana na próxima quinta-feira, 7.

Segundo Alckmin, a reunião acontece em um momento em que o comércio e os investimentos com os norte-americanos seguem sendo relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado.

"Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia", destacou o vice-presidente, após participar de evento em comemoração aos 200 anos de relações comerciais entre Brasil e Suécia.

Alckmin ressaltou ainda que a relevância dos EUA vai além do fluxo comercial: "É o primeiro investidor no Brasil". Ele também mencionou o perfil das exportações brasileiras para os Estados Unidos, com destaque para a venda de bens industrializados.

O vice-presidente voltou a criticar medidas de aumento de tarifas e defendeu um ambiente de maior previsibilidade e cooperação. "A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido", declarou.

Para reforçar o argumento, Alckmin afirmou que os EUA registram déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil. Ele citou dados do G20 para mostrar que o Brasil está entre os poucos países com os quais os EUA mantêm saldo positivo.

"Do G20, só três países, os Estados Unidos têm superávit na balança: Reino Unido, Austrália e Brasil", afirmou, acrescentando que esse superávit ocorre tanto na balança de serviços quanto na de bens e produtos.

Por fim, Alckmin disse esperar que a interlocução direta entre os presidentes do Brasil e dos EUA contribua para ampliar o entendimento entre os governos. "Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa se fortalecer ainda mais, em benefício de dois grandes países", concluiu.