DIA DO TRABALHADOR

Boulos afirma que governo trabalha para acabar com escala 6x1 até o próximo 1º de Maio

Ministro da Secretaria Geral diz que meta é garantir dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas sem redução salarial

Publicado em 01/05/2026 às 18:30
Guilherme Boulos Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o governo federal está empenhado para que este seja o último Dia do Trabalhador sob o regime de escala 6x1, modelo em que o trabalhador tem direito a apenas um dia de descanso semanal.

“Faz 38 anos que não se reduz a jornada de trabalho no Brasil. A última vez foi na Constituição de 1988. Agora, no que depender do presidente Lula, do sindicalismo e dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, vamos acabar com a 6x1, garantir dois dias de descanso semanais no mínimo e máximo de 40 horas de trabalho sem redução de salário”, declarou Boulos em entrevista à imprensa antes de participar de ato pelo Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo (SP).

O ministro reconheceu que o projeto que prevê o fim da escala 6x1 já tramita há mais de um ano, mas só avançou recentemente devido à pressão social e ao apoio do presidente Lula. “Aqueles que estão ao lado dos trabalhadores e de 80% da população brasileira que defendem, no mínimo, dois dias de descanso, vão se posicionar. Aqueles que estão contra também vão se posicionar e vão pagar o preço”, afirmou.

Trabalhadores de aplicativos

Durante sua fala, Boulos destacou que o governo busca aproximação com trabalhadores de aplicativos. Segundo ele, a gestão Lula tem dado atenção especial à categoria, apesar do que classificou como “poder de fogo e lobby violentos” das plataformas.

Sobre possíveis medidas futuras, Boulos mencionou que o governo estuda lançar um programa de renovação de frota de automóveis para motoristas de aplicativo, nos moldes do que foi feito para caminhoneiros. “Muitos têm carros alugados, passam metade do dia de trabalho para pagar o aluguel da diária do carro, e nós vamos criar, a partir do presidente Lula, uma linha muito mais vantajosa para esses trabalhadores”, afirmou.

Eleições

Ao comentar o cenário eleitoral de outubro, Boulos criticou o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), alegando que ele tenta se apresentar como moderado, mas seria “uma farsa”. Segundo o ministro, quando a campanha começar e as trajetórias de Lula e Flávio forem comparadas, o governo sairá em vantagem.

“O Lula criou praticamente todos os programas sociais que nós temos. O que o Flávio Bolsonaro fez pelo Brasil? A única coisa que fez como senador, pela qual é lembrado, foi propor uma PEC que privatizava a praia. Como deputado estadual, nem se fale. É só escândalo, é só BO”, disse.

Boulos também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmando que o atual gestor “se vende como gestor”, mas não teria deixado nenhum legado. “Ele é um gestor sem gestão”, concluiu.