DIREITOS DAS MULHERES

Comissão aprova prioridade no SUS para mulher que perde filho na gravidez ou no parto

Projeto de lei garante atendimento psicológico e social prioritário a mães em luto, além de registro civil gratuito para natimortos.

Publicado em 15/04/2026 às 17:12
Projeto aprovado na Câmara garante prioridade no SUS para mães que perderam filhos na gestação ou parto. Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê prioridade no atendimento psicológico e social do Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres que perdem o filho durante a gravidez ou logo após o parto. A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), que consolida elementos do Projeto de Lei 3391/19 e de seus cinco apensados.

O novo texto adapta as propostas à recém-sancionada Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, que já contempla parte das alterações sugeridas.

A versão da relatora foca nos pontos em que a legislação atual é omissa, como a obrigatoriedade de celeridade no atendimento psicológico e social, visando reduzir os impactos na saúde mental das mães.

Além da assistência no SUS, a proposta assegura o direito ao registro civil gratuito e à escolha de nome e prenome para natimortos, independentemente do tempo de gestação.

Segundo a relatora, a assistência prioritária é fundamental para evitar quadros graves de ansiedade e depressão nas mulheres após a perda do filho.

“Resta mais que evidente a necessidade de que haja acompanhamento profissional dessas gestantes, a fim de que o luto, o sentimento de perda, enfrentado por elas, seja devidamente conduzido”, afirmou a deputada Chris Tonietto.