JUDICIÁRIO

Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório virtual no STF e processo avança

Ausência do ex-deputado em audiência de instrução permite que ação penal siga para etapas finais no Supremo

Publicado em 14/04/2026 às 20:58
Eduardo Bolsonaro © AP Photo / Eraldo Peres

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não participou do interrogatório por videoconferência marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento integrava a audiência de instrução da ação penal em que ele é réu desde fevereiro, acusado de coação no curso do processo.

Eduardo responde por supostas tentativas de interferência no Judiciário antes do julgamento da trama golpista que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ausência no interrogatório, considerada prerrogativa da defesa, não gera punição, mas permite que o processo avance para as etapas finais. Com isso, o réu deixa de apresentar sua versão diretamente ao tribunal.

Sem advogado constituído, Eduardo Bolsonaro é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). Residente nos Estados Unidos desde o ano passado, ele foi citado por edital, ou seja, notificado oficialmente por meio de publicação. Até o momento, não se manifestou nos autos.

O juiz auxiliar responsável pela audiência desta terça avaliou que o interrogatório ficou prejudicado pela ausência do réu. Foi aberto um prazo de cinco dias para que a DPU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) indiquem se desejam novas diligências.

Caso não haja manifestações, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pode abrir prazo para as alegações finais, etapa em que acusação e defesa apresentam suas considerações antes do julgamento.

Na ação, a PGR acusa Eduardo Bolsonaro de tentar influenciar investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Segundo a Procuradoria, ele buscou pressionar o governo dos Estados Unidos e integrantes do Judiciário brasileiro para interferir no andamento do processo contra seu pai.