Rodrigo Cunha mantém 70% do secretariado de JHC em início de mandato em Maceió
Prefeito confirmou permanência de nomes estratégicos em pastas como Fazenda e Educação; áreas da Saúde e Limpeza Urbana seguem sem titulares definidos
Em seu primeiro ato oficial após assumir o comando da capital alagoana, o prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) oficializou, nesta segunda-feira (6), a estrutura inicial de seu governo. A primeira portaria publicada no Diário Oficial do Município revela uma forte aposta na continuidade administrativa: dos 35 cargos de primeiro escalão, 24 nomes que já compunham a equipe do ex-prefeito JHC (PSDB) foram mantidos em seus postos.
A estratégia sinaliza a intenção de Cunha em dar fluidez aos projetos em andamento, evitando rupturas bruscas na máquina pública. Pastas consideradas o "coração" da gestão — como Fazenda (João Felipe Borges), Educação (Luiz Rogério Neves), Governo (Luiz Diego Ramos) e Comunicação (Eliane Aquino) — continuam sob a mesma liderança. O mesmo ocorreu nos órgãos de controle, com a manutenção dos titulares da Procuradoria-Geral e da Controladoria-Geral do Município.
Mudanças pontuais e presença familiar
Apesar do tom conservador nas trocas, algumas alterações chamaram a atenção. A Secretaria de Infraestrutura (Seminfra), que antes era acumulada pelo próprio Rodrigo Cunha quando este ocupava o cargo de vice-prefeito, agora tem um novo titular: Maurício Caldas da Silva Filho. Maurício, que possui experiência prévia na gestão municipal, é primo do agora ex-prefeito JHC.
Outras novidades no escalão incluem:
Segurança Cidadã (Semsc): O delegado Thiago Prado assume a vaga deixada por Eduardo Marinho.
Bem-Estar Animal (Sebema): Marcella Soares Dias Fernandes foi nomeada para a titularidade da pasta.
Abastecimento e Pesca (Semapa): Robert Wagner Ardison assume o comando de forma interina.
Vácuo em áreas críticas
O que mais despertou curiosidade nos bastidores políticos, contudo, foi o que não constava no Diário Oficial. Rodrigo Cunha ainda não definiu quem comandará a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Autarquia de Limpeza Urbana (Alurb).
"Ambos os eixos são considerados vitrines da gestão e enfrentam desafios logísticos imediatos", afirmam analistas políticos locais.
A ausência de nomes para essas autarquias, que lidam diretamente com serviços essenciais e possuem orçamentos robustos, gera expectativa. O mercado político aguarda para saber se as escolhas para a Saúde e Limpeza Urbana seguirão o critério estritamente técnico ou se servirão para acomodações de alianças políticas no novo governo.