ENERGIA E INOVAÇÃO

Comissão debate uso de reatores nucleares modulares na matriz energética brasileira

Tecnologia de SMRs pode ampliar acesso à energia em regiões remotas e impulsionar o desenvolvimento regional

Publicado em 06/04/2026 às 10:10
Debate na Câmara discute reatores nucleares modulares e seu impacto na matriz energética brasileira. Depositphotos

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (7), um debate sobre a adoção da tecnologia de Small Modular Reactors (SMRs) e a adaptação desses projetos para o mercado brasileiro. Os SMRs são versões compactas de usinas nucleares tradicionais, projetadas para a produção de energia elétrica.

A proposta é permitir a instalação desses reatores em áreas menores, regiões de difícil acesso ou em empreendimentos industriais específicos. Os módulos podem ser montados conforme a demanda de cada localidade ou projeto.

O debate está marcado para as 16 horas, no plenário 14 da Câmara.

A iniciativa atende a um pedido dos deputados General Pazuello (PL-RJ) e Julio Lopes (PP-RJ). De acordo com os parlamentares, o objetivo é analisar o potencial dos reatores modulares para ampliar o acesso à energia e estimular o desenvolvimento econômico regional.

No requerimento para a realização do debate, os deputados destacam que cerca de 30 países já estudam projetos de SMRs. Embora o Brasil detenha conhecimento sobre o ciclo completo de enriquecimento de urânio, o país ainda está em fase inicial no desenvolvimento dessa tecnologia.

Segundo os proponentes, os SMRs representam uma inovação relevante por não emitirem poluentes e por operarem de forma independente da rede elétrica convencional.