Confúcio defende rigor na criação de cursos em universidades públicas
Senador alerta para desafios na qualidade e eficiência do ensino superior, destacando necessidade de planejamento e avaliação criteriosa.
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (31), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) destacou os desafios enfrentados pelo ensino superior brasileiro, especialmente relacionados à evasão e à qualidade da formação. Segundo o parlamentar, embora o país tenha ampliado o acesso à graduação nas últimas décadas, esse avanço ocorreu junto à expansão da educação à distância (EAD) e ao aumento do número de instituições privadas, o que, em sua avaliação, exige uma análise criteriosa dos resultados.
— Essa modalidade de ensino vem crescendo muito e é mais barata. Hoje eu vejo aí até alguns cursos, como cursos da área de exatas, como educação à distância. Eu não entendo como é que faz veterinária, faz agronomia, faz qualquer curso por educação à distância. Isso nos obriga a fazer uma pergunta essencial: que tipo de formação estamos oferecendo? — questionou.
O senador defendeu maior planejamento na criação e manutenção de cursos em universidades públicas, levando em conta a demanda real de estudantes e o aproveitamento das estruturas já existentes. Ele ressaltou que há cursos com baixa adesão e número reduzido de formandos, comprometendo a eficiência do investimento público.
— Em alguns casos, um professor que poderia estar formando centenas de estudantes ao longo dos anos não consegue formar nem a metade, nem um terço. Os professores das universidades públicas são doutores, são pós-doutores. O investimento altíssimo que o governo faz e aplica nesses professores, às vezes, não tem retorno, não tem correspondência com o alunado presente. Temos que planejar uma educação para que tenhamos maiores benefícios, abrindo mesmo as portas das universidades para quem quer estudar — afirmou.