TECNOLOGIA

Projeto cria sistema de alerta para pais e proíbe técnicas para incentivar vício em aplicativos

Publicado em 31/03/2026 às 16:20
<span data-path-to-node="7,1"><span class="citation-1188">Abramo: medida busca combater ansiedade e depressão entre jovens</span></span> Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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O Projeto de Lei 687/2026 estabelece novas regras de segurança para crianças e adolescentes no ambiente digital, com critérios específicos para redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas.

A proposta, que altera o ECA Digital , obriga as empresas a adotarem o princípio da “segurança por design”, o que significa que os serviços devem ser planejados desde o início para prevenir riscos à saúde física e mental dos jovens.

Para todas as plataformas digitais e redes sociais, o texto proíbe o uso de técnicas de "design persuasivo" que estimulam o uso excessivo por menores de 18 anos. Entre as práticas proibidas estão:

  • rolagem infinita: as plataformas devem exibir um aviso de interrupção a cada 15 minutos de uso contínuo;
  • reprodução automática (Autoplay): fica proibida a execução de mídias sem autorização direta do usuário;
  • recompensa variável: são proibidas notificações enviadas apenas para forçar o retorno do jovem ao aplicativo.

Já para os aplicativos de mensagens instantâneas, o projeto cria um sistema de proteção focado na supervisão parental. Essas ferramentas devem emitir alertas técnicos aos responsáveis ​​em três situações específicas:

  • Identificação de imagens ou vídeos com conteúdo de nudez ou violência extrema;
  • Tentativas de contato por perfis que apresentam comportamento de aliciamento ( grooming );
  • Inclusão do menor em grupos formados majoritariamente por adultos desconhecidos.

A proposta garante que o processamento desses alertas seja feito localmente no celular do menor, garantindo que a plataforma ou o Estado tenham acesso ao conteúdo das conversas.

Além disso, o texto determina que os algoritmos de recomendação de todas as redes passam por auditorias independentes para evitar que sugiram conteúdos que induzam a transtornos alimentares ou automutilação.

O autor, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), afirma que a medida busca combater os índices crescentes de ansiedade e depressão entre jovens. “O sistema gera alertas técnicos de risco aos responsáveis ​​sem que o Estado ou as plataformas tenham acesso ao conteúdo das mensagens, preservando o sigilo das comunicações”, explica o parlamentar.

Próximas etapas
A proposta será comprovada, em caráter conclusivo , pelas comissões de Comunicação; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deverá ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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