Oito secretários deixam gestão Nunes para concorrer nas eleições de outubro
Saída de integrantes do primeiro escalão atende à legislação eleitoral, que exige afastamento seis meses antes do pleito.
Oito secretários da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) deixaram, nesta quarta-feira, 1º de abril, seus cargos na Prefeitura de São Paulo para disputar as eleições gerais de outubro. A legislação determina que secretários municipais se afastem de funções executivas ao menos seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026. O prazo legal para o desligamento termina em 4 de abril.
Entre os ex-secretários, seis vão disputar vagas na Câmara dos Deputados: Orlando Morando (MDB), que estava à frente da Secretaria de Segurança Urbana; Enrico Misasi (MDB), da Casa Civil; Sidney Cruz (MDB), da Habitação; Milton Vieira (Republicanos), de Inovação e Tecnologia; Alexandre Leite (União Brasil), das Relações Institucionais; e Rogério Lins (Podemos), do Esporte. Já Rui Alves (Republicanos), do Turismo, e Rodrigo Ashiuchi (PL), do Verde e Meio Ambiente, concorrem a cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Três desses secretários já comandaram prefeituras na Grande São Paulo: Morando foi prefeito de São Bernardo do Campo, Lins de Osasco e Ashiuchi de Suzano.
A obrigatoriedade de afastamento, conhecida como desincompatibilização, está prevista na Lei Complementar nº 64, de 1990. A medida busca evitar que candidatos utilizem a máquina pública em benefício próprio durante a campanha. O descumprimento do prazo pode resultar em inelegibilidade e indeferimento do registro de candidatura.
A Prefeitura de São Paulo ainda não anunciou quem assumirá as secretarias que ficarão vagas com as saídas.