POLÍTICA

Izalci Lucas lamenta encerramento da CPMI do INSS

Senador critica fim da comissão e aponta obstáculos para investigação de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Publicado em 30/03/2026 às 17:14
Izalci Lucas lamenta encerramento da CPMI do INSS Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O senador Izalci Lucas (PL-DF), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (30), lamentou o encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O parlamentar afirmou que a interrupção dos trabalhos impediu o aprofundamento das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Segundo Izalci, a comissão havia reunido provas suficientes, mas não conseguiu avançar na responsabilização dos envolvidos.

— Tiago, de fato, a comprovação da roubalheira que fez com o aposentado e pensionista. É evidente que o governo ficou assustado. Por incrível que pareça, nenhum deles assinou a CPMI, mas depois procurou, de assalto, como fez com outras CPMIs, dominou-la realmente — disse.

O senador também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, impactaram diretamente o andamento da CPMI. Izalci afirmou que essas decisões permitiram ausências em ações e comprometeram a coleta de informações.

Para Izalci, a distribuição das vagas por partidos, e não por blocos parlamentares, alterou o equilíbrio interno da comissão e garantiu maioria à base governamental. Ele avaliou que, devido a essa mudança, os requisitos deixaram de ser aprovados e as convocações foram barradas.

— A partir desse momento, não conseguimos aprovar mais nada que pudéssemos incriminar as autoridades do Supremo e também do Executivo, ou parentes — afirmou, citando como exemplo de blindagem o caso de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário de um dos principais acusados ​​pelo esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.