Base de Lula quer indiciamento de Flávio Bolsonaro e Onyx Lorenzoni
Deputados petistas vão apresentar texto alternativo ao relatório que pede prisão de Lulinha e miram adversários na comissão
Os deputados federais Alencar Santana (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) anunciaram nesta sexta-feira (27) que vão propor o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, na CPMI do INSS.
A base do governo pretende votar contra o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL), que recomendou o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, os governantes apresentarão um texto alternativo, direcionando o foco para adversários políticos, conforme antecipado pelo jornal Estadão.
Os parlamentares do PT criticaram o relatório de Gaspar, classificando-o como “político, partidário e ideológico, ocasiões para propaganda eleitoral”. Destacaram também a ausência do nome de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre os indiciados.
"Um relatório que não indica o Zettel não tem validade, no nosso entendimento. Zettel é sócio do Vorcaro e está sendo blindado desde o início da CPMI, porque ele deu R$ 5 milhões para o Bolsonaro e Tarcísio de Freitas", afirmou Rogério Correia.
Segundo os petistas, o parentesco de Letícia Caetano dos Reis, sócia de Flávio Bolsonaro em um escritório de advocacia, com seu irmão Alexandre Caetano dos Reis, seria suficiente para prescrever o pedido de indiciamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Alexandre era sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Onyx Lorenzoni também será incluído na proposta de indiciamento devido à prestação de serviços de advocatícios de seu filho, Pietro Lorenzoni, na União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), entidade investigada por descontos ilegais a aposentados do INSS.