CPMI DO INSS

Relatório pode ter mais de 200 pedidos de indiciamento e incluir Lulinha

Comissão corre contra o tempo diante de possível decisão do STF sobre prorrogação dos trabalhos

Publicado em 26/03/2026 às 12:06
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O futuro da CPMI do INSS está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode decidir ainda nesta quinta-feira, 26, sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão. Caso a Corte reverta a extensão do prazo, a estratégia será acelerar a apresentação do relatório final do relator Alfredo Gaspar (União-AL), prevista para sexta-feira, 27, com votação marcada para o sábado, 28, último dia de funcionamento do colegiado.

O parecer de Gaspar ultrapassa 5 mil páginas e reúne cerca de 220 pedidos de indiciamento. O relator avalia, inclusive, a inclusão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entre os nomes citados. “Se prevalecer a vontade do governo federal, se prevalecer a vontade de Lula para encerrar as investigações porque dentre vários fatos o filho dele está sendo citado, haverá derrubada da decisão do ministro André”, afirmou Gaspar. “Se prevalecer a Constituição e a necessidade de aprofundarmos as investigações, a decisão será mantida.”

Enquanto isso, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), busca um acordo entre governo e oposição para aprovar um relatório de consenso, evitando uma derrota na votação caso a prorrogação não seja concedida.

O julgamento do STF, que deve começar na tarde desta quinta-feira, é o centro das atenções. Segundo informações do Estadão, a tendência é que a maioria dos ministros vote pela derrubada da decisão do ministro André Mendonça, relator do pedido de adiamento feito pela CPMI.

Na última segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebesse em até 48 horas o requerimento com assinaturas para prorrogação da CPMI, realizasse a leitura do documento e prorrogasse oficialmente o funcionamento da comissão.