CÂMARA

CAE derruba sigilo do TCU sobre auditoria envolvendo o Banco Master

Publicado em 24/03/2026 às 12:07
CAE derruba sigilo do TCU sobre auditoria envolvendo o Banco Master Reprodução

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) derrubou, nesta terça-feira (24), o sigilo que o Tribunal de Contas da União (TCU) impôs às auditorias que envolvem fraudes do Banco Master. O presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o trabalho de investigação será divulgado, à exceção de transações bancárias, conversas de telefone, informações pessoais e outros dados com sigilo garantido por lei.

— Estamos retirando o sigilo. Vamos agora tornar pública a consulta aos documentos recebidos do TCU [...]. A sociedade tem total interesse em conhecer.

A decisão atendeu ao pedido dos senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Eduardo Braga (MDB-AM).

— [O TCU impôs] aos membros da CAE uma declaração de confidencialidade sobre o resultado das auditorias. Creio que um órgão auxiliar do Poder Legislativo [o TCU] não pode importar ao Poder Legislativo sigilo sobre algo que deveria ter absoluta transparência — disse Braga.

contra cervejas

Renan apresentou na reunião três proposições legislativas para evitar novas fraudes no sistema financeiro. As propostas, protocoladas em fevereiro e março, decorrem do grupo de trabalho da CAE que acompanha as investigações dos esquemas do Banco Master, disse Renan.


o Projeto de Lei Complementar (PLP) 30/2026 desincentiva a “alavancagem excessiva amparada na garantia do FGC [Fundo Garantidor de Crédito], a captação predatória e a transferência indevida de risco ao sistema financeiro”, disse Renan. O FGC ressarce o investidor caso a instituição financeira quebre.

o Projeto de Lei (PL) 1.141/2026 dá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) competência para fiscalizar os empréstimos que o investidor faz aos bancos — como os certificados de depósito bancário (CDBs), o que hoje não ocorre, segundo Renan.

o PL 1.335/2026 prevê prisão de até 12 anos para quem gerenciar com fraude empresa aberta. A probabilidade aumenta se a empresa quebrar ou seus investidores tiverem ressarcidos com o FGC.