PROJETO DE LEI

Criminalização da misoginia está na pauta do Plenário na terça

Publicado em 23/03/2026 às 10:08
Plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Plenário do Senado deve analisar nesta terça-feira (24), a partir das 14h, o projeto de lei que criminaliza a misoginia — ódio ou aversão às mulheres — e inserir o delito entre os crimes contidos na Lei do Racismo.

O Projeto de Lei (PL) 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia. 

O texto já havia sido aprovado na votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), mas será analisado por todos os senadores após requerimento apresentado.

Reparação

Os senadores também devem votar o PL 3.777/2023, do deputado Josenildo (PDT-AP), que dispensa novas tentativas para a fixação de indenização por dano moral contra pessoa condenada por crimes contra a vida, integridade física, liberdade e honra.

O texto tem o apoio da relatora da CCJ, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), ainda sem votação na comissão. A proposta altera o Código de Processo Penal.

Esporte

Outro item da pauta, o PL 1.476/2022 obriga os clubes a inscreverem seus programas de formação de atleta no específico conselho municipal dos direitos da criança e do adolescente.

O texto, do ex-deputado federal Milton Coelho (PE), também exige a prova de que os clubes dêem condições mínimas aos atletas menores de idade, conforme exige a Lei Geral do Esporte. 

O relator do projeto é o senador Jorge Kajuru (PSB-GO). 

Tunísia

O Plenário deve analisar ainda o Acordo de Colaboração Científica e de Inovação Brasil-Tunísia. Relatado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o PDL 380/2021 promove intercâmbios de pesquisadores e de informações científicas entre os dois países.

O tratado foi assinado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.