DIREITOS DO CONSUMIDOR

Comissão aprova projeto que assegura ao idoso opção de receber gratuitamente faturas impressas

Proposta garante envio gratuito de demonstrativos em papel para idosos, com prioridade para maiores de 80 anos, e reforça combate à discriminação no acesso a serviços financeiros.

Publicado em 25/02/2026 às 10:27
Projeto garante opção de faturas impressas gratuitas para idosos e prioriza atendimento a maiores de 80 anos. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante à pessoa idosa o direito de escolher receber faturas e demonstrativos de cartão de crédito em formato acessível, incluindo a versão impressa gratuitamente.

Pelo texto aprovado, idosos poderão optar por receber os demonstrativos por correspondência física, e-mail ou em outro formato que permita a impressão. Para clientes com 80 anos ou mais, o atendimento terá prioridade e o envio físico será garantido de forma gratuita, caso solicitado.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei 1930/23, de autoria do deputado Júnior Mano (PSB-CE). O autor destaca que muitos idosos têm dificuldades para acessar e compreender informações em meios digitais.

Inicialmente, a proposta previa o envio da fatura física com pelo menos dez dias de antecedência ao vencimento. No substitutivo, esse prazo foi ajustado para cinco dias, segundo o relator, para adequar o projeto à realidade das operadoras de cartão.

O substitutivo também altera o Estatuto da Pessoa Idosa, classificando como prática discriminatória exigir que o idoso compareça presencialmente ao estabelecimento quando tal exigência não se aplica a outros públicos, salvo previsão legal.

“O novo texto assegura ao idoso a opção de escolher o formato mais adequado para o acompanhamento dos demonstrativos, incluindo o digital, e reforça a proteção contra práticas discriminatórias no acesso a serviços financeiros, como a exigência de comparecimento físico em situações em que outros consumidores podem realizar operações a distância”, destacou o relator.

Próximas etapas

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

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