DIREITO CONTRATUAL

Projeto mantém validade de cláusulas em renovações tácitas de contratos

Proposta na Câmara dos Deputados busca garantir segurança jurídica em contratos que seguem vigentes sem novo documento formal.

Publicado em 25/02/2026 às 09:57
Projeto propõe manutenção de cláusulas em contratos renovados automaticamente, garantindo segurança jurídica. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 6284/25, apresentado pelo deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), estabelece que as cláusulas de contratos civis e comerciais permanecem válidas em casos de renovação tácita, mesmo sem a formalização de um novo documento, desde que haja provas da continuidade da relação entre as partes.

A iniciativa visa oferecer mais segurança jurídica a acordos que continuam em vigor após o término do prazo original, como contratos de locação e prestação de serviços. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A renovação tácita ocorre quando o contrato é automaticamente prorrogado após o prazo inicial, sem necessidade de uma nova assinatura, em virtude da manutenção da relação contratual entre as partes.

De acordo com o texto, a renovação poderá ser comprovada por meio de documentos ou comunicações eletrônicas, como notas fiscais, mensagens, e-mails e comprovantes de pagamento.

A regra será aplicada a relações civis e comerciais entre pessoas físicas e jurídicas, observando os princípios do Código Civil, como a boa-fé objetiva, a função social do contrato e o equilíbrio entre as partes.

Segundo o deputado Amom Mandel, a proposta busca suprir uma lacuna na legislação e pode contribuir para a redução de conflitos quando o contrato formal termina, mas a relação persiste.

"Ao reconhecer a eficácia dos acordos verbais e das renovações tácitas respaldadas por documentos, a norma reforça a importância da boa-fé objetiva e da continuidade legítima das relações negociais", destacou o parlamentar.

Próximos passos
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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