ESCÂNDALO FINANCEIRO

Quem for podre, que se quebre”: Heloísa Helena endurece discurso e pressiona por CPI do Banco Master

Deputada endurece o discurso e pressiona pela CPI do Banco Master, investigação que pode alcançar autoridades em vários estados e expor a gestão do prefeito JHC em Maceió

Por Redação Publicado em 11/01/2026 às 18:13
Deputada Heloísa Helena

A deputada federal Heloísa Helena voltou a subir o tom neste domingo (11), em declaração publicada nas redes sociais, ao defender a instalação da CPI do Banco Master. Em um vídeo contundente, a parlamentar denunciou o que classificou como os “esgotos” do sistema financeiro e político, afirmando que o banco não apenas utilizou recursos de aposentados e pensionistas de diversos estados, como também teria sido usado como instrumento de lavagem de dinheiro.

“Quem for podre, que se quebre, esteja onde estiver”, afirmou Heloísa Helena ao final do vídeo, frase que passou a sintetizar o espírito da mobilização pela comissão parlamentar de inquérito. Segundo ela, há indícios de grandes depósitos em dinheiro vivo, transações financeiras atípicas, uso de empresas de fachada e estruturas corporativas suspeitas, além de transferências para paraísos fiscais, tudo para mascarar a origem ilegal de recursos e inseri-los no sistema financeiro formal.

Na declaração, a deputada criticou duramente o que chamou de conivência dos poderosos, que “fingem não sentir a fedentina” de investimentos incompatíveis com a renda declarada e de operações financeiras desproporcionais. Para Heloísa Helena, a CPI precisa ir além de nomes isolados e investigar todo o esquema, sem exceções.

A parlamentar também reforçou o apoio à petição popular que cobra a instalação da CPI e fez um apelo direto à sociedade para pressionar os parlamentares de cada estado a assinarem o requerimento. A proposta da comissão é encabeçada por ela e pela deputada Fernanda Melchiona, e pretende investigar não apenas indivíduos, mas o funcionamento estrutural do banco e suas conexões políticas.

Caso a CPI do Banco Master seja instalada, a investigação poderá atingir diversas autoridades em todo o país, incluindo gestores municipais e estaduais. Em Maceió, o escândalo já tem reflexos diretos na gestão do prefeito JHC, devido à aplicação de mais de R$ 100 milhões de recursos do fundo de previdência municipal no Banco Master — operação que colocou a administração sob forte questionamento político e jurídico.

Para Heloísa Helena, o debate não é ideológico, mas ético. “Não se trata de perseguir uma ou outra personalidade, mas de investigar tudo e todos”, afirmou. A mensagem final da deputada deixa claro o tom que pretende imprimir ao processo: sem blindagens, sem acordos de bastidores e sem impunidade. Se depender dela, a CPI do Banco Master será um divisor de águas — e quem estiver envolvido, “que se quebre”.