Heloísa Helena questiona “quem tem medo da CPI do Banco Master” e escândalo alcança JHC em Maceió
Deputada cobra instalação de CPMI para apurar crimes financeiros, enquanto aplicação de mais de R$ 100 milhões do IPREV no Banco Master coloca a gestão de Maceió sob forte pressão e escrutínio nacional
A deputada federal Heloísa Helena usou as redes sociais para reacender o debate nacional em torno do escândalo do Banco Master, ao questionar publicamente: “Quem tem medo da CPI do Banco Master?”. A publicação ganhou ampla repercussão ao cobrar respostas sobre possíveis crimes financeiros, omissões institucionais e beneficiários do esquema que, segundo denúncias, provocou prejuízos milionários a recursos públicos em diferentes partes do país.
Na postagem, a parlamentar elenca perguntas diretas:
– Quem operacionalizou os crimes do Banco Master?
– Quem foi beneficiado?
– Quem se omitiu no dever de fiscalizar e por quê?
Para Heloísa Helena, há denúncias graves e indícios relevantes de que o banco teria sido utilizado como instrumento para práticas ilegais, envolvendo falhas de fiscalização e uma cadeia de responsabilidades que ainda precisa ser totalmente esclarecida. Por isso, ela defende a instalação de uma CPMI do Banco Master, como forma de garantir transparência e proteger o dinheiro público.
O caso tem reflexos diretos em Maceió. Em Alagoas, o escândalo envolve o prefeito JHC, que autorizou uma transação superior a R$ 100 milhões de recursos do IPREV Maceió com o Banco Master. Os valores fazem parte do fundo de previdência dos servidores municipais, o que amplia a gravidade do episódio.
Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo informou que prefeituras e órgãos públicos que aplicaram recursos previdenciários e outros fundos no Banco Master terão de assumir a responsabilidade pelas operações, inclusive quanto à devolução dos valores. No caso de Maceió, o rombo estimado ultrapassa R$ 100 milhões, o que pode impactar diretamente a sustentabilidade do sistema previdenciário municipal.
A publicação de Heloísa Helena reforça a pressão política para que o Congresso Nacional avance na apuração do caso. Para a deputada, a transparência é condição essencial para a defesa da democracia e do patrimônio público. “Dinheiro público é dinheiro do povo brasileiro”, destacou, ao defender que todos os envolvidos — gestores, intermediários e órgãos de controle — sejam devidamente investigados.
Enquanto cresce a cobrança por uma CPI, o escândalo do Banco Master segue produzindo efeitos políticos e administrativos, colocando gestores públicos sob escrutínio e levantando questionamentos sobre o uso de recursos previdenciários em operações de alto risco.