JUSTIÇA E SAÚDE

Presidente do CFM afirma ao STF que cumpriu decisão de Moraes e pede para não depor à PF

José Hiran Gallo, do Conselho Federal de Medicina, diz que acatou ordem para anular sindicância sobre atendimento médico a Bolsonaro e solicita dispensa de depoimento à Polícia Federal.

Publicado em 09/01/2026 às 16:45
Presidente do CFM afirma ao STF que cumpriu decisão de Moraes e pede para não depor à PF Reprodução / internet

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que cumpriu integralmente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a sindicância aberta para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante do cumprimento da ordem, Gallo solicitou dispensa do depoimento à Polícia Federal (PF).

Em manifestação encaminhada à Corte na tarde desta sexta-feira (9), Gallo afirmou que o CFM "jamais pretendeu" fiscalizar o trabalho da PF, tampouco teve "qualquer intenção de intervir na execução da pena" de Bolsonaro.

Segundo o órgão, o procedimento foi instaurado após o recebimento de quatro denúncias relacionadas ao atendimento médico do ex-presidente, atualmente preso na Superintendência da PF em Brasília.

Entre as denúncias anexadas ao processo está uma apresentada pela deputada Bia Kicis (PL-DF), aliada de Bolsonaro e amiga da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A manifestação do CFM destaca que, após a anulação da sindicância, mais 40 denúncias foram protocoladas. "Todavia, nem todas puderam ser posteriormente encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, em razão da superveniência de decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal", informou o órgão.

Na decisão proferida na última quarta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o CFM não tem competência para fiscalizar o trabalho da PF, classificando a abertura do procedimento como "flagrante ilegalidade e desvio de finalidade", além de "total ignorância dos fatos". No despacho, Moraes também determinou que a PF ouça Gallo em até 10 dias.