Líder do prefeito na Câmara celebra sinais de aliança entre JHC, Gaspar e Arthur Lira
O cenário político em Alagoas começa 2026 com movimentações que podem redesenhar alianças e expectativas para as eleições majoritárias deste ano, em um momento em que partidos e lideranças articulam candidaturas e estratégias em Brasília e no Estado.
Uma postagem nas redes sociais de Kelman Vieira, líder do prefeito João Henrique Caldas (conhecido como JHC) na Câmara Municipal de Maceió comemorou o que chamou de “resposta” para quem afirmava que não haveria uma “chapa completa de direita”. O post sugere que os “sinais” de articulação política entre JHC, o deputado federal Alfredo Gaspar e o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Arthur Lira, estariam agora mais contundentes e seriam um pesadelo para a esquerda na corrida eleitoral deste ano.
Segundo o texto divulgado, Gaspar teria assumido uma posição de destaque no Congresso e se consolidado como representante da direita no estado, enquanto rumores de que JHC não seria candidato ao governo teriam sido desmentidos pelos próprios movimentos nos bastidores. “Para quem achava que não teríamos a chapa completa de direita, a resposta tá aí!”, afirmou o líder governista — em tom inflamado, misturando convicções pessoais e provocações ao campo político adversário.
A publicação também ironiza opositores e críticos que, segundo o autor, teriam desconsiderado sinais prévios de articulação, reforçando que “esses sinais viraram um pesadelo para a esquerda”, em clara referência à polarização que deve marcar o pleito.
Em tom provocativo, Kelman Vieira afirmou que a publicação seria uma resposta direta a quem defendia que não haveria uma “chapa completa de direita” nas eleições que se aproximam. “Para quem achava que não teríamos a chapa completa de direita, a resposta tá aí”, escreveu o parlamentar.
Na avaliação do líder governista, Alfredo Gaspar ocupa hoje uma posição de destaque no Congresso Nacional, sendo reconhecido nacionalmente como um parlamentar combativo e um legítimo representante da direita em Alagoas. A postagem também ironiza críticos que sustentavam que JHC não seria candidato ao Governo do Estado, tese que, segundo Kelman, vem sendo desmentida por articulações em curso nos bastidores.
Outro trecho que chamou atenção foi a referência a um possível acordo político em Brasília. Segundo o vereador, as chances de essa articulação não se concretizar seriam mínimas, numa comparação irônica que reforça o tom de confiança do grupo político. Kelman encerra a publicação afirmando aguardar o mês de outubro para verificar se “as vozes das ruas” serão, de fato, ouvidas.
A postagem não confirma oficialmente candidaturas nem alianças, mas explicita o clima de antecipação eleitoral e a tentativa de unificação do campo da direita em Alagoas. Nos bastidores, a leitura é de que o grupo busca demonstrar força política, sinalizar coesão e pressionar adversários, em um cenário que tende a se polarizar ainda mais nos próximos meses.

CENÁRIO COMPLEXO
Na prática, o cenário ainda é complexo. O deputado Alfredo Gaspar confirmou que mantém conversas avançadas sobre uma possível candidatura ao Senado da República, movimento que pode mexer nas articulações dentro do grupo político de JHC e Lira e que pode ser oficializado em breve, conforme declarações recentes à imprensa política local.
Essa movimentação veio após uma aproximação visível entre JHC e Arthur Lira em eventos políticos ainda em 2025, sinalizando afinidade e possível parceria para as eleições do ano que vem.
No entanto, fontes políticas ouvidas nos bastidores apontam que a entrada de Gaspar como candidato ao Senado pode alterar a dinâmica originalmente pensada, especialmente se a chapa pretendida abrigasse outros nomes como o de Marina Candia, esposa de JHC, que já foi citada em pesquisas e especulações políticas para uma vaga no Senado ou para a Câmara dos Deputados.
O resultado desse processo ainda está longe de se consolidar. A política alagoana vive um momento de negociações intensas, em que alianças locais podem sofrer impacto das articulações nacionais e da definição de pré-candidaturas nos próximos meses. A própria participação de nomes como Gaspar, Lira e Davino Filho nas disputas proporcionais ao Senado reflete a complexidade da composição de chapas para 2026.
Enquanto isso, aliados comemoram sinais públicos e privados de união dentro do campo de centro-direita e direita, mirando consolidar uma base para enfrentar candidaturas de outras forças políticas no estado. O desenrolar das convenções partidárias, a definição de candidaturas e a estratégia de alianças prometem manter o debate político alagoano intenso nos próximos meses.