DEFESA DA DEMOCRACIA

Democracia está sempre sujeita ao assédio de candidatos a ditador, afirma Lula

Em cerimônia no Planalto, presidente destaca importância de proteger as instituições e elogia atuação do STF diante de ameaças golpistas.

Publicado em 08/01/2026 às 12:33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a democracia está sempre “sujeita ao assédio” de “candidatos a ditadores” e parabenizou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela condução do processo envolvendo a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (8), durante cerimônia no Palácio do Planalto em defesa da democracia.

O evento marcou os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão. Na ocasião, Lula vetou o projeto que previa redução de penas para condenados no âmbito do processo da trama golpista.

“A tentativa do golpe do 8 de janeiro de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia”, destacou Lula. “Foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que houve a garantia de um julgamento justo e todos os direitos reservados”, acrescentou.

O presidente também ressaltou: “Talvez, a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram amplo direito de defesa. Foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou PowerPoints fajutos”.

Durante o discurso, Lula afirmou que, em 8 de janeiro, “inimigos da democracia tentaram demolir” o que definiu como um “País mais justo e menos desigual”, resultado de seu governo. O presidente também voltou a criticar previsões pessimistas que, segundo ele, foram “derrotadas”, e afirmou que apostas no “negativismo” vão “perder de novo”.

Ao final, Lula reiterou sua posição contra qualquer forma de ditadura: “Não aceitamos nem ditadura civil, nem ditadura militar. O que nós queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo”.