SAÚDE SOB CUSTÓDIA

CFM determina sindicância sobre atendimento médico a Bolsonaro sob custódia da PF

Conselho Federal de Medicina solicita investigação imediata sobre condições de assistência ao ex-presidente após queda em cela da Polícia Federal.

Publicado em 07/01/2026 às 15:18
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, nesta quarta-feira (7), a instauração imediata de sindicância para apurar denúncias relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o CFM, manifestações recebidas expressam preocupação quanto à garantia de assistência adequada.

Bolsonaro recebeu atendimento médico na carceragem da Polícia Federal, onde está detido, após sofrer uma queda durante a madrugada de terça-feira (6).

Em nota, o CFM afirmou que o estado de saúde do ex-presidente demanda a adoção de um "protocolo de monitoramento contínuo e imediato", com acompanhamento médico multidisciplinar.

Ainda na terça-feira, a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico informando que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem indícios de déficit neurológico naquela manhã. O documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes após a defesa pedir autorização para realização de exames em um hospital particular.

Com base nas informações apresentadas, Moraes avaliou que não havia necessidade de remoção imediata naquele momento. Na manhã desta quarta-feira, no entanto, o ministro autorizou a ida do ex-presidente a uma unidade hospitalar para a realização de exames.

Bolsonaro ficou internado no Hospital DF Star, em Brasília, da véspera de Natal até o ano novo. Ele obteve autorização de Moraes para passar por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. A intervenção teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.

O ex-presidente também passou por três procedimentos no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o objetivo de amenizar crises recorrentes de soluços.