CONFLITO

Irã diz aguardar resposta dos EUA sobre plano para reabrir Estreito de Ormuz

Araghchi negou que país tenha demonstrado qualquer 'flexibilidade' sobre acordo nuclear

Por Redação ANSA Publicado em 29/09/2026 às 11:20
Mural de Mojtaba Khamenei em Teerã ANSA Brasil

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (29) que Teerã aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos à proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a imprensa estatal.

De acordo com Araghchi, mediadores do Catar apresentaram ideias ao governo iraniano e pretendem levá-las novamente a Washington antes de comunicar a resposta final dos Estados Unidos.

"Os catarianos esperam que isso seja resolvido" até esta terça-feira, declarou o chanceler, que está em Nova York.

Segundo o ministro, as negociações atualmente estão concentradas exclusivamente no Estreito de Ormuz.

"A reabertura do estreito depende do cumprimento de certas condições que comunicamos à outra parte", disse.

Araghchi também negou que o Irã tenha demonstrado qualquer "flexibilidade" em relação ao acordo nuclear. De acordo com ele, não há, neste momento, novas concessões ou negociações sobre essa questão.

Além disso, o ministro classificou como "uma campanha de propaganda" as informações divulgadas por alguns veículos de comunicação de que Teerã teria alterado suas condições.

"Nossas condições para retornar aos acordos são claras, e nossas posições sobre questões nucleares são igualmente claras", declarou. Por fim, Araghchi reiterou que o Estreito de Ormuz é, no momento, o único tema em discussão e voltou a afirmar que sua reabertura depende da aceitação das condições apresentadas pelo governo iraniano.

"Peço que não se dê crédito a tais especulações ou à desinformação deliberada que vem sendo disseminada pela mídia", concluiu.

Na semana passada, o chanceler iraniano revelou que Teerã propôs aos Estados Unidos um plano de trégua na guerra iniciada pelos americanos.

Entre as condições estão a interrupção dos ataques, inclusive no Líbano, em sete dias; o descongelamento dos ativos iranianos pelos EUA; a suspensão das sanções sobre o petróleo iraniano; o fim do bloqueio naval americano a Teerã; e, por fim, a reabertura do Estreito de Ormuz no sétimo dia.