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China confirma visita de Xi Jinping aos EUA para encontro com Trump

Viagem do presidente chinês ocorrerá entre os próximos dias 23 e 25 de setembro

Por Redação ANSA Publicado em 21/09/2026 às 15:54
Presidentes dos EUA e da China vão se reunir no dia 24 de setembro © ANSA/AFP

O presidente da China, Xi Jinping, estará nos Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro para uma visita de Estado que incluirá uma reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.

A viagem foi confirmada nesta segunda-feira (21) por Pequim, que não divulgou detalhes adicionais sobre a agenda.

O encontro entre Xi e Trump está previsto para quinta-feira (24), na capital americana. Será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano, depois da visita do republicano à China, em maio.

A cúpula ocorrerá após uma nova rodada de consultas econômicas e comerciais entre representantes dos dois países, realizada no domingo (20), em Nova York. Participaram das conversas o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante de Comércio americano, Jamieson Greer.

Segundo Pequim, as negociações envolveram questões econômicas e comerciais e foram descritas pelas autoridades chinesas como "francas, aprofundadas e construtivas".

Além disso, os representantes também discutiram temas relacionados à inteligência artificial.

Entre os assuntos que devem chegar à mesa de Trump e Xi estão comércio, tarifas, restrições tecnológicas, inteligência artificial e minerais críticos. Taiwan e a guerra envolvendo o Irã também poderão fazer parte das discussões.

Segundo o New York Times, Xi deverá pressionar Trump para congelar um pacote de vendas de armas a Taiwan estimado em US$ 14 bilhões.

De acordo com o jornal, Pequim poderia utilizar as exportações de terras raras como instrumento de negociação, sinalizando a possibilidade de impor novas restrições caso Washington avance com a venda de armamentos.

O governo chinês também poderia levantar a questão da próxima cúpula do G20, prevista para dezembro, em Miami.

Trump, por sua vez, poderia buscar maior pressão de Pequim sobre o Irã para favorecer a reabertura do Estreito de Ormuz e, em contrapartida, discutir o adiamento da venda de armas para Taiwan.