UE anuncia novas sanções contra colonos israelenses 'violentos'
Restrições atingem 4 entidades e 3 indivíduos por violações na Cisjordânia
O Conselho da União Europeia adotou nesta quinta-feira (27) novas sanções contra colonos israelenses e organizações que os apoiam, por serem "responsáveis por violações graves e sistemáticas dos direitos humanos contra palestinos na Cisjordânia".
As medidas atingem quatro entidades e três pessoas físicas, incluindo o movimento Nachala e sua diretora Daniella Weiss. Por meio de suas atividades, a organização "incentiva e facilita atos coercitivos que levaram ao deslocamento forçado de palestinos".
"Os postos avançados de Nachala obstruem o acesso a terras agrícolas e pastagens palestinas e têm sido fontes persistentes de violência por parte dos colonos", diz um comunicado da UE, acrescentando que "muitos desses postos foram construídos em terras palestinas de propriedade privada".
"Como diretora do movimento, Daniella Weiss planeja, dirige e apoia publicamente as ações de Nachala", destaca a nota.
O Conselho da UE também incluiu no elenco de sancionados a ONG israelense Regavim e seu diretor Meir Deutsch, que "têm pressionado pela demolição de propriedades palestinas com o objetivo de estender o controle israelense a toda a Cisjordânia", além de iniciar "processos judiciais para esse fim".
"A Regavim também se envolveu na demolição de uma escola primária palestina financiada pela UE na vila de Jabbet al-Dhib, na Cisjordânia, perto de Belém", frisaram as autoridades europeias.
As medidas restritivas também foram impostas contra a ONG Hashomer Yosh e seu presidente, Avichai Suissa, que "oferecem apoio material e coordenam voluntários em fazendas de gado na Cisjordânia em atos violentos".
"Avichai Suissa é responsável por facilitar e incentivar graves violações dos direitos humanos na Cisjordânia, bem como ter apoiado postos avançados fundados por pessoas designadas pela UE", detalha o comunicado.
Por fim, o Conselho incluiu a associação cooperativa Amana, do movimento de colonos Gush Emunim. Desde a sua criação, o grupo desempenhou um "papel fundamental no estabelecimento, financiamento e facilitação de pelo menos 30 postos avançados e assentamentos violentos, incluindo aqueles estabelecidos por indivíduos sujeitos a sanções da UE".
"Juntamente com a violência dos colonos que geram, estes postos avançados levaram ao deslocamento generalizado de comunidades palestinas vulneráveis e à expropriação de propriedades desse povo", concluiu a UE.