ADESÃO

UE irá abrir 1º conjunto de capítulos sobre proposta de adesão da Ucrânia

Reunião, em 16/6, acontecerá antes da cúpula de líderes do bloco

Por Redação ANSA Publicado em 27/05/2026 às 15:34
Os líderes europeus António Costa e Ursula von der Leyen com Zelensky, presidente ucraniano © ANSA/EPA

A Comissão Europeia irá abrir em 16 de junho, durante o Conselho de Assuntos Gerais, o primeiro conjunto de capítulos sobre a proposta de adesão da Ucrânia ao bloco.

A reunião, que também abordará uma possível entrada da Moldávia, precede a cúpula de líderes da UE, nos dias 18 e 19 de junho, ocasião em que os membros poderão expressar sua opinião sobre as candidaturas das nações.

Nesta quarta-feira (27), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou que conversou por telefone com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com quem discutiu, entre outras coisas, o processo de adesão de Kiev ao bloco.

"Estamos totalmente preparados para iniciar todos os seis capítulos de negociação e esperamos abrir o primeiro já em junho", disse Zelensky, acrescentando que "é igualmente importante que a primeira parcela do pacote de apoio europeu [à Ucrânia] seja liberada o mais rápido possível".

"Uma data já foi definida e esperamos que tudo seja implementado como acordado", frisou o líder ucraniano, que recebeu sinal verde para o empréstimo da UE de 90 bilhões de euros após a saída, em abril, do ex-premiê húngaro, Viktor Orbán, que vinha bloqueando o montante ao país em guerra.

Ao contrario de Orbán, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, é uma das maiores apoiadoras da Ucrânia dentro da Europa. No entanto, a Liga, partido de seu vice Matteo Salvini, é contrária à entrada de Kiev à UE.

"A Liga se opõe a qualquer possibilidade de a Ucrânia aderir à UE. Além de não atender aos requisitos necessários, que outros países já atenderam ou estão prestes a atender após anos de trabalho, a entrada ucraniana ao bloco europeu representaria enormes prejuízos econômicos e sociais", diz um comunicado do partido de Salvini. 

Já o outro vice de Meloni, Antonio Tajani, que também é ministro das Relações Exteriores, não se opõe que Kiev integre o bloco, mas dá “prioridade aos Balcãs”, região europeia que abrange Albânia, Montenegro, Sérvia, Macedônia do Norte, Bósnia e Herzegovina e Kosovo.

“Apoiamos o início do processo de adesão da Ucrânia à UE, mas não podemos esquecer que existem outros países candidatos”, observou Tajani, segundo o qual, tanto Kiev quanto Chisinau “precisam iniciar um processo de adesão, combater a corrupção e respeitar as regras para a integração ao bloco europeu”.

“Estamos prontos para fazer a nossa parte para ajudá-los”, concluiu Tajani.