Ativistas de flotilha que teriam sido agredidos na Líbia devem retornar à Itália
Grupo fazia parte de 'comboio terrestre' com ajuda humanitária para Gaza
Sete ativistas, membros da caravana terrestre da Flotilha Global Sumud, devem deixar a Líbia e retornar para Roma, capital da Itália, nas próximas horas, possivelmente em voos regulares, segundo relatos divulgados nesta terça-feira (26).
O grupo afirma ter sido agredido durante a operação de desmantelamento de um acampamento na região de Sirte.
Os ativistas faziam parte de um "comboio terrestre" que incluía uma ambulância e tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, atravessando o Egito.
No total, cerca de 10 integrantes do grupo foram detidos no domingo passado ao entrarem em uma área da Libia sob controle do general Khalifa Haftar.
Entre os detidos estão dois italianos identificados como Domenico Centrone, de 33 anos, natural de Molfetta, perto de Bari, e Dina Alberizi, originária do Piemonte. Segundo informações do movimento, ambos foram transferidos para Benghazi.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou a transferência e afirmou esperar um retorno breve ao país.
As autoridades líbias relataram que os ativistas detidos estão recebendo assistência médica e humanitária e que os procedimentos legais e administrativos seguem em curso.
Além disso, sustentam que a atuação ocorreu dentro das normas locais e com respeito à soberania do país, destacando restrições de entrada e circulação na região.