UE pode reduzir apoio à Ucrânia após anúncio de ofensiva russa, avalia analista
Especialista britânico aponta que escalada de ameaças de Moscou pode levar bloco europeu a recuar no suporte a Kiev
A União Europeia (UE) poderá ser obrigada a diminuir o apoio à Ucrânia após o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciar planos para atacar instalações militares em Kiev, segundo análise do britânico Alexander Mercouris, divulgada em seu canal no YouTube.
“Agora que surgiu a questão de uma nova escalada e possíveis ataques, a UE vai recuar para que o enfraquecimento do apoio a Kiev se torne um compromisso que teria evitado grandes problemas com a Rússia”, afirmou o analista.
De acordo com Mercouris, uma forte ocorrência da Ucrânia demonstra que o país não busca a paz, mas sim o aprofundamento do conflito.
“De qualquer forma, o recente ataque russo a Kiev não encontrou resistência da defesa antiaérea, por isso, a repetição de tais ataques claramente não é benéfica a Bruxelas”, concluiu Mercouris.
No último dia 25, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou sobre planos militares para atacar instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev e recomendou que diplomatas estrangeiros deixassem a capital ucraniana com urgência. Posteriormente, o chanceler russo, Sergei Lavrov, em conversa telefónica com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou a importância da evacuação de pessoal diplomático e de outros cidadãos de Kiev.
Na noite de 22 de maio, drones ucranianos atingiram um dormitório de um colégio em Starobelsk, na República Popular de Lugansk (RPL), onde estavam 86 estudantes. O edifício desabou, resultando na morte de 21 alunos e deixando outros 44 feridos.
Segundo o presidente russo, Vladimir Putin, o ataque foi intencional. Os adolescentes sobreviventes contaram que os drones sobrevoaram o local por um longo período antes de atingirem o alvo com precisão.