Itália reabre urnas para 2º dia de eleições municipais em quase 750 cidades
Votação segue até às 15h (horário local) desta segunda-feira (25)
As urnas do segundo dia de votação das eleições municipais na Itália em quase 750 cidades e 18 capitais provinciais foram reabertas na manhã desta segunda-feira (25).
A votação segue até às 15h (horário local), quando terá início imediato a apuração dos votos. O pleito é considerado o último grande teste político antes das eleições gerais previstas para o próximo ano.
Os dados de participação indicam uma leve queda em relação às eleições municipais anteriores. Até às 19h do último domingo (24), 34,5% dos eleitores haviam comparecido às urnas, cerca de 2,5 pontos percentuais abaixo da média registrada no pleito passado, de 37%. Às 23h, a taxa de participação chegou a 46,31%, contra 50,20% no mesmo horário da eleição anterior.
Segundo dados do Ministério do Interior, a comparação deve levar em conta que grande parte dos municípios votou pela última vez em setembro de 2020, simultaneamente às eleições regionais, o que pode ter impulsionado a participação naquele momento.
Apesar da tendência geral de queda, regiões como Basilicata, Calábria e Campânia registraram leve aumento na presença de eleitores, enquanto a Emília-Romagna está entre as regiões com maior recuo.
Além da disputa política, o pleito também chama atenção pela baixa representatividade feminina entre os candidatos a prefeito. Um levantamento do Centro Studi Enti Locali aponta que, em média, 61% dos municípios têm apenas homens na corrida eleitoral.
Na Calábria, esse índice chega a 77%. O caso mais crítico, porém, é o do Piemonte, onde oito em cada dez municípios não registraram nenhuma candidatura feminina à prefeitura.
O estudo destaca que, embora as mulheres estejam conquistando mais espaço nas listas para as câmaras municipais, continuam sub-representadas na disputa pelos cargos de chefia do Executivo local.
Entre as disputas mais observadas estão Veneza, Messina e Reggio Calabria. A coalizão governista tenta ampliar sua presença política e tomar Reggio Calabria dos seus oponentes, enquanto a oposição busca conquistar redutos estratégicos, como Veneza, governada há 11 anos pelo prefeito Luigi Brugnaro. A cidade é vista como símbolo importante por estar localizada no Vêneto, tradicional reduto da Liga.
As outras 16 capitais provinciais com direito a voto são: Crotone, na Calábria; Lecco e Mântua, na Lombardia; Arezzo, Pistoia e Prato, na Toscana; Fermo e Macerata, na região de Marcas; Chieti, em Abruzzo; Avellino e Salerno, na Campânia; Andria e Trani, na Puglia; e Messina, Enna e Agrigento, na Sicília.
As alianças locais, no entanto, nem sempre seguem os mesmos padrões da política nacional. Em cidades como Agrigento e Chieti, o centro-direita aparece dividido em torno de diferentes candidatos. Já em Salerno, o cenário político também é fragmentado.
Outro foco de atenção é Vigevano, na Lombardia, onde a candidatura de dois muçulmanos em uma lista da Liga gerou controvérsia. No município, Roberto Vannacci apoia o candidato do movimento "Vigevano Futura", enquanto que em Messina o ex-prefeito apoiado por Cateno De Luca tenta retornar ao comando da cidade.