Itália impõe quarentena a passageiros que tiveram contato com vítima de hantavírus
Medida obrigatória afeta dois dos quatro cidadãos italianos em vigilância
As autoridades sanitárias da Itália colocaram em quarentena obrigatória dois dos quatro passageiros italianos que viajaram em um voo da KLM que transportou brevemente uma mulher sul-africana vítima do hantavírus.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11) por fontes oficiais.
Em Torre del Greco, próximo a Nápoles, o prefeito Luigi Mennella assinou uma ordem de isolamento de 45 dias para um jovem de 24 anos, que deverá permanecer em um quarto individual com banheiro privativo, ter a temperatura monitorada continuamente e usar máscara FFP2 ao entrar em contato com outras pessoas.
Situação semelhante foi adotada em Villa San Giovanni, na região da Calábria. O prefeito local determinou a quarentena de um marinheiro de 25 anos, identificado como Federico Amaretti, também envolvido na viagem.
Segundo autoridades, ele já estava em isolamento voluntário antes da notificação oficial e permanece sob monitoramento, sem apresentar sintomas.
Os outros dois passageiros italianos do mesmo voo, que partiu de Joanesburgo para a Holanda em 25 de abril, seguem sob observação sanitária. Todos os quatro permanecem assintomáticos até o momento, segundo fontes médicas.
Em paralelo, a associação farmacêutica italiana Farmindustria afirmou que o desenvolvimento de uma vacina contra o hantavírus é tecnicamente possível, mas destacou que não há, no momento, sinais de uma emergência epidemiológica.
"O caminho para uma vacina contra o hantavírus é absolutamente viável, mas estamos confiantes de que ela não será necessária, porque o surto atual não se tornará uma epidemia ou pandemia, e não há, no momento, nenhuma emergência", declarou o presidente da Farmindustria, Marcello Cattani, à margem do evento "Inovação e Produção de Valor", realizado na fábrica da Bayer em Garbagnate.
O executivo ressaltou ainda a capacidade atual da ciência de responder rapidamente a novos desafios sanitários, citando como exemplo a vacina para a Covid-19, que ficou pronta em nove meses. "Agora estamos preparados para lidar com situações dessa natureza".
As autoridades de saúde europeias continuam monitorando todos os contatos ligados ao caso, enquanto os últimos passageiros ainda a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, deverão ser evacuados ainda hoje, encerrando uma complexa operação.
A embarcação permanece ancorada nas proximidades da ilha de Tenerife. Até o momento, 94 passageiros já foram evacuados e repatriados para seus países de origem.