Tribunal absolve acusado pela morte de líder de organizada da Lazio
Raul Esteban Calderon, que é argentino, havia pegado prisão perpétua
Um tribunal de apelações de Roma absolveu e anulou a pena de prisão perpétua do argentino Raúl Esteban Calderón, que era considerado culpado pelo assassinato de Fabrizio Piscitelli, líder de uma torcida organizada da Lazio.
O italiano, também conhecido como "Diabolik", era o chefe da organizada "Irriducibili" e foi morto em 2019 com um tiro na nuca no Parco degli Acquedotti, região onde vivia. Piscitelli ficou conhecido por posições de extrema-direita associadas a episódios de racismo e antissemitismo.
Em primeira instância, o argentino, cujo nome verdadeiro é Gustavo Alejandro Musumeci, havia sido condenado à prisão perpétua, sem a agravante de uso de métodos mafiosos. No entanto, o caso teve uma reviravolta considerada surpreendente.
"O que aconteceu hoje é uma vergonha. Não sei os motivos, então não posso me aprofundar, exceto dizer que, se conseguimos a absolvição do homem que acreditamos ser o autor do crime, porque o vídeo me parece bastante claro, fica evidente que essa decisão decorre de práticas investigativas falhas e erros que, em segunda instância, parecem estar se mostrando prejudiciais", declarou Tiziana Siano, advogada da família de Piscitelli.
Acredita-se que o assassinato tenha sido parte de uma disputa envolvendo membros da extrema-direita romana ligados ao crime organizado, à política e ao universo dos ultras.
A emboscada que resultou na morte de Diabolik foi registrada por uma câmera de segurança, mas a polícia forense teria considerado a qualidade das imagens insuficiente para fins de identificação. A arma do crime também nunca foi encontrada, criando uma lacuna probatória no processo.
O argentino também foi indiciado pelo assassinato de outro suposto integrante do submundo criminoso de Roma, o albanês Shehay Selavdi, morto em Torvaianica, em 2020. Esse caso ainda não foi julgado.