Itália relembra 50 anos de terremoto que matou quase mil pessoas
Leão XIV elogiou 'reconstrução' do Friuli, próspera região do país
A Itália relembra nesta quarta-feira (6) os 50 anos de um dos piores terremotos no país, que ao devastar a região do Friuli-Venezia Giulia, deixou quase mil e mortos e mais de 3 mil feridos.
Em 6 de maio de 1976, um abalo sísmico de magnitude 6,4 na escala Richter, que durou 59 segundos, arruinou a região montanhosa ao norte de Udine, colocando abaixo mais de cem vilarejos. Somente em Gemona, uma das cidades mais afetadas, foram registrados 400 óbitos.
O papa Leão XIV enviou um telegrama expressando suas condolências àqueles que perderam a vida no terremoto e a seus familiares.
Destacando "a solidariedade humana e cristã demonstrada naquela dolorosa ocasião pelas comunidades italiana e estrangeira", o pontífice, em mensagem assinada pelo Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, "espera que a memória de um evento tão trágico leve a um renovado compromisso com a promoção dos valores da fraternidade e da caridade".
O Papa também comentou sobre a reconstrução do território, atualmente, um dos mais prósperos da Itália.
"Foi uma reconstrução exemplar, um modelo de renascimento civil", observou Robert Prevost.
Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, citou o trabalho coletivo da Itália "na demonstração de unidade e solidariedade nacionais" no socorro à população afetada.
"Dessa tragédia nasceu um modelo de reconstrução, baseado na coesão, na responsabilidade e na colaboração entre instituições e cidadãos, que permanece um ponto de referência até hoje", afirmou Tajani, antes de acrescentar: "Este é um aniversário que nos convida a preservar a memória e renovar nosso compromisso com a segurança territorial e a proteção das comunidades".
Mas para o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Matteo Zuppi, "muito pouco" tem sido feito em termos de prevenção para novos desastres naturais.
Segundo Zuppi, é preciso "pensar sempre na emergência".