RESTAURAÇÃO

Palácio Venezia, em Roma, oferece tour sobre seu processo de restauração

Visitas aos Salões Monumentais poderão ser feitas até junho

Por Redação ANSA Publicado em 05/05/2026 às 15:59
Visitantes podem conferir de perto trabalho de restauradores no teto e paredes do palácio ANSA

O Palácio Venezia, na capital da Itália, abriu nesta semana suas portas a visitantes que queiram acompanhar de perto a restauração de suas principais salas.

A iniciativa, realizada no âmbito da construção da estação "Venezia", da linha C do metrô de Roma, ocorrerá até junho.

O atrativo do projeto reside na possibilidade de poder ficar a poucos centímetros dos tetos de madeira dos Salões Monumentais do edifício renascentista, observando do alto do andaime, bem acima dos grandes lustres, como os restauradores trabalham.

"Os interessados podem acompanhar o progresso da obra passo a passo através do nosso site institucional, que inclui entrevistas em vídeo com os restauradores", explicou Edith Gabrielli, diretora do Vittoriano e Palácio Venezia (ViVe).

"No ViVe, mantemos sempre todos os projetos de restauração abertos a fim de evitar prejudicar o carinho do público por esses locais, pois acreditamos que eles devem estar envolvidos em nosso trabalho", acrescentou Gabrielli.

As próximas visitas à reforma no Palácio Venezia poderão ser feitas em 23 de maio; 6 e 20 de junho, sempre às 10h (5h de Brasília) e 11h30 (6h30 de Brasília).

Após a recuperação dos tetos e das paredes, os Salões Monumentais abrigarão uma exposição permanente dedicada ao "Made in Italy".

Os Salões Monumentais, que reúnem as salas "Del Mappamondo", "Delle Battaglie" e "Regia", são grandes espaços localizados no piso nobre, construídos após 1464, quando o cardeal Pietro Barbo, natural de Veneza, ascendeu ao trono papal.

Ao longo dos séculos, os três espaços desempenharam funções institucionais de grande importância.

Ao ser recuperado pela Itália em 1916, em meio à Primeira Guerra Mundial, o Palácio Venezia foi concebido para abrigar o Museu da Idade Média e do Renascimento, antes de o ditador Benito Mussolini escolhê-lo como sede oficial do governo fascista em 1922.

Com o fim da Segunda Guerra em 1945, as salas foram utilizadas para a exposição de obras de arte.