GUERRA

Israel prorroga prisão de ativista brasileiro até 10 de maio

Thiago Ávila foi detido em águas internacionais e está em greve de fome

Por Redação ANSA Publicado em 05/05/2026 às 10:36
Thiago Ávila diz ter sido agredido pela polícia de Israel © ANSA/AFP

A Justiça de Israel prorrogou até domingo (10) a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek, capturados em águas internacionais durante uma missão da Flotilha Global Sumud que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

A decisão acata um pedido da polícia israelense, que acusa os dois de envolvimento com "organização terrorista" e de "ajudar um inimigo de guerra", o grupo fundamentalista islâmico Hamas.

Ávila e Abukeshek são considerados os líderes da Flotilha Global Sumud, interceptada por Israel em águas internacionais perto da ilha de Creta, na Grécia, em 29 de abril. Na ocasião, mais de 170 ativistas foram detidos e posteriormente liberados em território grego, porém o brasileiro e o espanhol-palestino seguiram sob custódia de Tel Aviv.

Ambos denunciam maus-tratos e agressões por parte da polícia de Israel durante a detenção. "Vamos recorrer imediatamente e exigir a libertação imediata e incondicional de Thiago e Saif", disse a ONG de direitos humanos Adalah, que fornece assistência jurídica aos ativistas da flotilha.

Segundo os advogados da entidade, Hadeel Abu Salih e Lubna Tuma, a prorrogação da prisão se baseou parcialmente em "provas secretas" às quais Ávila, Abukeshek e as defesas não tiveram acesso. Os dois estão em greve de fome desde que foram presos e permanecem em isolamento, submetidos a uma iluminação de alta intensidade 24 horas por dia em suas celas.