EUA

Líder da Otan diz que europeus 'ouviram' recado de Trump sobre bases militares

Declaração foi dada em meio a uma crise entre republicano e Alemanha

Por Redação ANSA Publicado em 04/05/2026 às 11:12
Rutte deu declaração em cúpula da Comunidade Política Europeia na Armênia © ANSA/AFP

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (4) que os países europeus compreenderam as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre bases militares e estão tomando medidas para cumprir acordos estratégicos.

Em declarações a jornalistas durante uma cúpula da Comunidade Política Europeia na Armênia, Rutte reconheceu que houve "decepção" por parte dos Estados Unidos em relação aos aliados europeus, mas destacou uma mudança de postura.

"Os europeus entenderam a mensagem", declarou, acrescentando que os membros da aliança "estão agora garantindo que todos os acordos bilaterais sobre as bases sejam implementados".

A declaração foi feita em meio às críticas de Trump a países da Otan, que, segundo ele, contribuem pouco no contexto da guerra envolvendo o Irã, e a uma crise diplomática entre os EUA e a Alemanha ligada ao conflito no Oriente Médio.

O secretário-geral evitou entrar em detalhes sobre casos específicos, mas ressaltou que a insatisfação americana não se limita a um único país, como a Alemanha.

"A Alemanha implementou desde o primeiro dia o que havia sido acordado bilateralmente nas últimas décadas em relação aos pedidos de bases e assim por diante, em relação à reação europeia ao que está acontecendo atualmente no Oriente Médio e à campanha de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã", explicou.

Por fim, Rutte mencionou que vários países europeus já prepararam apoio logístico e militar, como o envio de embarcações especializadas em operações de desminagem, para "estarem prontos para a próxima fase".

As declarações foram feitas à margem da cúpula da Comunidade Política Europeia, evento que reúne líderes do continente, mas não inclui os Estados Unidos. Ainda assim, Rutte destacou que temas internacionais e de segurança transatlântica permanecem no centro das discussões.