NOVA AMEAÇA

Trump intensifica pressão sobre Cuba e defende fim do regime em série de posts e declarações sugerindo Marco Rubio, seu secretário, como presidente

Por Redação Publicado em 11/01/2026 às 11:34

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a retórica contra o regime socialista de Cuba, sugerindo publicamente que a estrutura política vigente na ilha — que já dura mais de seis décadas — “pode estar pronta para cair” e afirmando que medidas adicionais podem ser consideradas ainda este ano. Trump endossou nas redes sociais e em entrevistas ideias defendidas por apoiadores sobre a necessidade de derrubar o sistema cubano, colocando Havana como alvo de uma pressão maior por parte da administração americana.


Em postagens e mensagens republicadas em seu canal oficial, o presidente afirmou que Cuba “não vai mais receber petróleo nem dinheiro da Venezuela”, uma medida que, na avaliação dele, aprofundaria a crise econômica da ilha caribenha, historicamente dependente do apoio energético venezuelano. Trump também compartilhou sugestões de apoiadores defendendo o fim do regime e chegou a dizer que Marco Rubio, seu secretário de Estado e filho de imigrantes cubanos, “poderia ser presidente de Cuba”, comentário que provocou reações por sua natureza inusitada e simbólica.




A Casa Branca tem sustentado que a pressão sobre Havana faz parte de uma estratégia mais ampla para desmantelar alianças político-militares mantidas por Cuba em toda a América Latina, especialmente após a operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. Trump defendeu que, sem o apoio energético de Caracas, a economia de Cuba enfrentará ainda mais dificuldades, reforçando sua tese de que o regime está “à beira do colapso”.



A abordagem de Trump amplia o espectro de tensões diplomáticas na região. Além de cortar o fornecimento de petróleo, o presidente também sugeriu que Cuba deveria negociar um acordo com os EUA “antes que seja tarde”, insinuando que pressões econômicas e políticas adicionais podem ser impostas caso não haja abertura para esse diálogo sob condições impostas por Washington.



Autoridades cubanas e aliados da ilha reagiram às declarações com cautela, lembrando a longa história de relações tensas entre Havana e Washington, que inclui mais de seis décadas de políticas de embargo e confrontos diplomáticos desde a Revolução Cubana de 1959 — período que perpetuou o isolamento e conflitos entre os dois países.


A retórica reforça ainda debates globais sobre soberania, intervenção e limites da política externa dos Estados Unidos na região, que já colocaram Cuba e outras nações latino-americanas sob forte escrutínio nas últimas semanas. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos da postura americana e as possíveis consequências para a estabilidade e o futuro político de Cuba.