EUA

Trump diz que Venezuela enviará até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA

Presidente disse que vai administrar renda obtida com a venda do produto

Por Redação ANSA Publicado em 07/01/2026 às 11:26
Donald Trump durante comício republicano em Washington © ANSA/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Venezuela entregará ao país entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana no último fim de semana.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse que a commodity será vendida nos EUA "a preço de mercado" e que o dinheiro obtido será administrado por ele, para "garantir que seja utilizado em benefício do povo venezuelano e dos Estados Unidos".

"Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, petróleo sancionado, aos Estados Unidos da América", disse o presidente americano.

"Solicitei ao secretário de Energia, Chris Wright, que execute este plano imediatamente. A carga será transportada por navios-tanque e levada diretamente para cais de descarga nos Estados Unidos", acrescentou.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China, principal compradora do petróleo de Caracas, declarou que a Venezuela deve ter "soberania plena e permanente sobre seus recursos naturais e suas atividades econômicas". Segundo Pequim, as exigências americanas ao regime chavista "violam o direito internacional, lesam a soberania e minam os direitos do povo venezuelano".

O anúncio de Trump não foi comentado pelo governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que, segundo o próprio magnata, tem colaborado com os EUA após a deposição de Maduro.

O líder chavista foi capturado em uma operação militar na madrugada do último sábado (3) e levado para um presídio de segurança máxima em Nova York, ao lado de sua esposa, Cilia Flores. Ambos serão julgados pela Justiça americana por supostos crimes ligados ao narcotráfico.

O ataque do fim de semana deixou cerca de 75 mortos na Venezuela, segundo estimativa do governo dos EUA citada pelo jornal The Washington Post, incluindo agentes cubanos que trabalhavam na segurança de Maduro.