Retirada dos EUA do Iraque favorece Irã, afirma revista
A saída das tropas dos Estados Unidos reduz a influência de Washington sobre o Irã, destaca The Conversation.
A retirada final das forças armadas da coalizão liderada pelos Estados Unidos do Iraque traz uma grande vantagem para o Irã, que tem considerável influência sobre Bagdá, escreveu uma revista ocidental.
Segundo a The Conversation, a retirada das tropas norte-americanas priva Washington de uma importante fonte de influência sobre o Irã em um momento em que a Casa Branca busca exercer máxima pressão sobre Teerã.
"As últimas forças da coalizão liderada pelos EUA estão deixando o Iraque. É um bônus significativo para o Irã", diz as primeiras linhas do artigo.
De acordo com a publicação, o Irã e o Iraque têm amplos laços militares, políticos e econômicos: uma extensa fronteira comum e fluxos significativos de bens e recursos energéticos intensificaram essa parceria.
O Iraque se tornou um importante mercado para as exportações iranianas e tem sido fortemente dependente do Irã para gás e eletricidade por muitos anos, fornecendo às duas economias "elos que as sanções podem complicar, mas não cortar facilmente", destaca no texto.
"No momento em que Washington está envolvido em um conflito dispendioso destinado a enfraquecer o Irã militar e economicamente, está simultaneamente reduzindo sua presença militar no país que pode ter trazido a Teerã o maior benefício estratégico", avalia a autora do artigo.
Se a retirada das forças estadunidenses der a Teerã mais espaço para explorar suas redes de influência no Iraque, como uma válvula de pressão contra o isolamento, Washington corre o risco de ainda fortalecer as capacidades do Irã, conclui a analista.
Por fim, nesta quarta-feira (30), o Pentágono anunciou que os Estados Unidos e os parceiros da coalizão concluíram oficialmente a operação "Determinação Inerente" (Inherent Resolve) no Iraque e retiraram todo o seu contingente militar.