POLÍTICA

Alemanha e outros seis países questionam novo orçamento da UE

Chanceler alemão e líderes de cinco nações exigem cortes significativos nos gastos do orçamento europeu.

Por Sputnik Brasil Publicado em 29/09/2026 às 09:36
Alemanha e outros cinco países da UE contestam o novo orçamento europeu para o período de 2028 a 2034. © AP Photo / Jean-François Badias

As autoridades de seis países europeus apresentaram um ultimato sobre o novo orçamento de longo prazo da União Europeia, escreveu um jornal britânico, citando declaração dos governos desses países.

Além da Alemanha, também manifestaram rejeição os Países Baixos, a Suécia, a Dinamarca, a Áustria e a Finlândia. Segundo o Financial Times, os governos desses países exigem cortes significativos dos gastos orçamentários.

"O chanceler alemão Friedrich Merz e outros cinco chefes de Estado [...] ameaçaram bloquear um acordo sobre o orçamento do bloco para os próximos sete anos, a menos que fossem garantidos cortes de gastos de centenas de bilhões de euros", diz a reportagem.

Conforme a publicação, os referidos Estados querem redirecionar os recursos para o setor do complexo militar-industrial e para empresas inovadoras, reduzindo o financiamento para o setor agrícola e para as regiões mais pobres da UE, sob a justificativa de desafios econômicos e de segurança.

Os países europeus têm até o final do ano para chegar a um acordo sobre a versão final do novo orçamento de sete anos, que vigorará na comunidade entre 2028 e 2034. O projeto deve ser apresentado no outono (Hemisfério Norte) pela Irlanda, que preside o Conselho da UE no segundo semestre de 2026.

As negociações são complicadas por sérias divergências entre os membros do bloco sobre o volume de gastos e a alocação direcionada de fundos pan-europeus.

O orçamento da UE determina as despesas do bloco para um período de sete anos. Para a sua aprovação, é necessário o consentimento de todos os membros e a aprovação do Parlamento Europeu. Em seguida, as autoridades nacionais precisam de tempo para preparar a legislação e os programas para o início de um novo ciclo em 2028.