ECONOMIA

Copom alerta para necessidade de maior restrição monetária em meio a expectativas de inflação desancoradas

Ata da reunião de setembro enfatiza desafios na política monetária e queda recente da inflação ao consumidor.

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/09/2026 às 10:47
Copom Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) enfatizou, nesta terça-feira, 22, que as expectativas de inflação permanecem acima da meta em todos os horizontes. As mensagens constam na ata da reunião de setembro do colegiado, publicada na manhã desta terça.

A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado.

O colegiado ressaltou ainda que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas. "O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos e tem debatido as possíveis causas desse movimento das expectativas", escreveu.

O Copom avalia que perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária contribuirão para a reancoragem das expectativas, fator importante para a convergência da inflação à meta com menor custo.

Por fim, o documento cita ainda que as leituras mais recentes apontam para queda da inflação ao consumidor "tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes".

"Pelas duas métricas, o índice acumulado em 12 meses situa-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta. Ainda sob a mesma perspectiva das variações acumuladas em 12 meses, nas divulgações mais recentes as variações de preços aos produtores aceleraram, tanto em bens intermediários quanto em bens de consumo," escreve o comitê.