POLÍTICA

Rubio afirma que Trump considera encontro com presidente do Irã

Secretário de Estado dos EUA destaca que decisões no Irã são tomadas pelo líder supremo, Khamenei.

Por Estadao Conteudo Publicado em 22/09/2026 às 10:11
Donald Trump ANSA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (22) que o presidente Donald Trump está aberto a um eventual encontro com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, embora tenha ponderado que não sabe se uma reunião seria produtiva.

Em entrevista à Fox News, Rubio ressaltou que "quem toma as decisões no Irã é o líder supremo", aiatolá Mojtaba Khamenei, e não Pezeshkian, mas defendeu que Washington nunca feche as portas para a diplomacia. "O presidente pode se reunir com qualquer um."

Sobre o Oriente Médio, Rubio afirmou que os EUA mantêm um acordo de segurança com a Arábia Saudita e pretendem preservá-lo. Segundo ele, Washington apoiará Riad contra os Houthis "se for preciso". O secretário também atribuiu a recente alta do petróleo às tensões envolvendo ataques a refinarias na guerra entre Rússia e Ucrânia e à ofensiva dos Houthis no Iêmen, não à guerra com o Irã.

Rubio ainda classificou como "ótima ideia" um cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev e disse que, no momento, seria desejável que os dois lados deixassem de atacar refinarias. Ele acrescentou que os EUA precisam tratar da questão de navios ligados ao país que teriam sido alvejados pela Ucrânia. Qualquer decisão final sobre Ucrânia ou Oriente Médio, frisou, caberá a Trump.

Em relação à inteligência artificial (IA), Rubio afirmou que o governo analisa formas de reduzir riscos sem perder os benefícios da tecnologia. "A IA avança muito rápido", disse, o que dificulta a criação de salvaguardas. Ele acrescentou não saber se um plano para a tecnologia estará pronto até quinta-feira, data do encontro de Trump com o presidente da China, Xi Jinping.

O secretário também chamou de "fantástico" o acordo com a Groenlândia, que deve ser assinado nesta terça-feira às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, dizendo que ele permite aos EUA construir "quantas bases militares quisermos". Sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmou que Washington segue "bastante desapontado" com a atuação da aliança nas operações americanas no Oriente Médio, embora tenha observado maior cooperação entre os países-membros.