SEGURANÇA PÚBLICA

Líder do PCC é detido na Bolívia e trazido ao Brasil

Marcio Barbosa da Silva estava foragido e é investigado por envolvimento com o transporte coletivo em São Paulo.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/09/2026 às 21:00
Marcio Barbosa da Silva, líder do PCC, foi preso na Bolívia e trazido ao Brasil. © Folhapress / Saulo Dias

Um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no ABC Paulista, Marcio Barbosa da Silva, conhecido como "Beiço de Mula", foi preso nesse sábado (19), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e entregue às autoridades brasileiras em São Paulo nesta segunda-feira (21).

Ele é um dos criminosos citados da denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e que iniciou a Operação Vectura Corrupta da Polícia Civil na semana passada. Estava foragido pelos crimes de organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo e na lista vermelha da Interpol.

Um dos alvos da operação foi o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), que estava foragido, mas se entregou à polícia na última sexta-feira (18).

A prisão foi realizada pela Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana, a partir do intercâmbio de informações com a Polícia Federal (PF) e com a Polícia Civil de São Paulo.

A investigação que levou à prisão de Leite apura a atuação do PCC no setor de transporte coletivo da capital paulista. Também investiga suposto vazamento de informações de investigações sobre membros da facção criminosa com o sistema de transportes da cidade de São Paulo.

Segundo as investigações, Leite participou de um esquema que infiltrou o PCC em empresas de transporte coletivo e em instituições públicas de São Paulo. O ex-vereador nega envolvimento com o PCC, alegando que estava em viagem de compromissos políticos e que sua esposa estava viajando para o exterior.

O Ministério Público afirma que, das 22 empresas de transporte coletivo da capital paulista, mais da metade era controlada direta ou indiretamente pelo PCC. Essa é uma alegação da investigação, ainda sujeita à apuração judicial. O nome de Milton aparece em diálogos e outros elementos reunidos pela investigação.


Por Sputinik Brasil