POLÍTICA

Argentina descarta ação militar nas Malvinas, afirma Javier Milei

Presidente argentino propõe medidas diplomáticas para proteção de soberania sobre o território

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/09/2026 às 19:54
Javier Milei reforça que Argentina seguirá por vias diplomáticas na disputa pelas Malvinas. © AP Photo / Alex Brandon

Nas últimas semanas, o líder argentino anunciou diversas medidas para reforçar a defesa da soberania do país sobre a região em resposta ao avanço do projeto de exploração de petróleo Sea Lion, que estaria sendo conduzido sem autorização do governo argentino. Já o Reino Unido voltou a reforçar a autoridade sob o território.

A Argentina não planeja utilizar métodos militares para retomar as disputadas Ilhas Malvinas, afirmou nesta segunda-feira (21) o presidente do país, Javier Milei. Anteriormente, Milei enviou ao Congresso um projeto de lei para proteger a soberania sobre a região.

O projeto prevê punições para aqueles que explorarem ilegalmente os recursos naturais, a criação de incentivos para interromper esse tipo de atividade e o fornecimento ao país de instrumentos para se proteger de ameaças externas.

"Nenhuma guerra. Nós não estamos falando de guerra de forma alguma. Estamos falando em recuperar essas ilhas por meio da diplomacia", afirmou Milei em entrevista ao canal de televisão francês LCI, ao responder a uma pergunta sobre o tema.

O texto enviado pelo governo argentino ao Congresso previu ainda o endurecimento das sanções contra companhias não autorizadas do setor petroleiro que avançarem na região. No documento, a Casa Rosada ressaltou que recuperar a soberania argentina sobre as Malvinas, como entende a Constituição do país, é um objetivo irrenunciável do povo.

"O Estado argentino tem a obrigação de utilizar todas as ferramentas diplomáticas, econômicas, judiciais e legais disponíveis para defender nossa soberania e nossos recursos", pontua.

Os governos da Argentina e do Reino Unido mantêm uma antiga disputa pela soberania sobre as ilhas no Atlântico Sul. Em 1982, os dois países entraram em guerra, que durou várias semanas e terminou com a derrota de Buenos Aires.

Em 2013, foi realizado um referendo nas ilhas, no qual a esmagadora maioria dos moradores votou pela manutenção do status de território ultramarino britânico. O governo argentino afirmou na época que o resultado do referendo não afetaria as reivindicações territoriais da Argentina sobre as ilhas.


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