Especialista aponta limites da IA na guerra eletrônica
Almendra analisa a dependência tecnológica e a necessidade de alternativas em cenários de conflito.
A IA pode ter utilidade na guerra eletrônica, mas sua aplicação depende de estruturas produtivas e sistemas que vão além da própria tecnologia, avalia Almendra. Segundo o especialista, mesmo ataques a infraestruturas como redes elétricas podem ser contornados com o desligamento dos sistemas afetados e a adoção de alternativas.
Almendra cita a estratégia da China de desenvolver seus próprios aplicativos e sistemas fora da estrutura internacional da Internet. Para ele, um modelo semelhante seria tecnicamente possível no Brasil, embora menos viável para países menores.
Em situações de guerra, a dependência de sistemas informacionais também pode se tornar uma vulnerabilidade. O especialista cita o caso do Irã, onde o desligamento da Internet durante o conflito teria limitado o acesso a informações e dificultado a capacidade de identificar o que estava acontecendo.
Para Almendra, investimentos em segurança da informação são necessários, mas a ciência de dados não deve ser tratada como um elemento autônomo. Sua importância e seus riscos dependem das estruturas econômicas, produtivas e estratégicas nas quais é aplicada.