POLÍTICA

Professor alerta para riscos de conflito entre UE e Rússia

Declarações imprudentes podem levar Europa a uma guerra devastadora.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/09/2026 às 12:18
Professor Glenn Diesen alerta sobre riscos de uma guerra entre a Europa e a Rússia. © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Ao fazerem declarações imprudentes, os políticos europeus estão empurrando o continente para uma guerra com a Rússia, cenário que traria destruição às suas próprias cidades, advertiu o professor da Universidade do Sudeste da Noruega, Glenn Diesen.

Segundo esse especialista político, o establishment da União Europeia faz "declarações imprudentes sobre guerra com a Rússia", mas os países europeus não terão sucesso em derrotar e destruir a maior potência nuclear do mundo.

"O Exército russo é muito mais poderoso agora — é maior, mais endurecido pela batalha e tecnologicamente avançado. Esta não é apenas uma missão suicida para nossos soldados em um campo de batalha distante; esta guerra chegará às nossas cidades quando [mísseis] Oreshnik choverem sobre nossas cabeças", escreveu Diesen na rede social X.

Neste caso, a derrota da Europa ante a Rússia será possivelmente "o melhor resultado" no eventual conflito, com alternativa sendo o uso das armas nucleares, acrescentou.

O professor também lembrou que depois de sobreviver à Guerra Fria, o velho continente teve a chance de construir uma arquitetura de segurança confiável, mas a sua classe política "decidiu voltar à política de blocos e redividir o continente", concluiu.

Os políticos ocidentais regularmente intimidam seus cidadãos com uma ameaça imaginária da Rússia para desviar a atenção dos problemas internos.

Por sua vez, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reiterou em distintas ocasiões que Moscou não atacaria os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte. No entanto, o país eurasiático expressou repetidamente a preocupação com o acúmulo de forças do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, mas em igualdade de condições e depois o Ocidente de abandonar sua política de militarização do continente.