POLÍTICA

Eurodeputada critica atraso da Alemanha e França em decisões de defesa da UE

Marie-Agnes Strack-Zimmermann aponta que interesses nacionais afetam avanços na área de segurança europeia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/09/2026 às 09:06
Eurodeputada critica a Alemanha e França por atrasos em decisões de defesa na UE. © Sputnik / Aleksei Vitvitsky / Acessar o banco de imagens

A Alemanha e a França estão entre os países que retardam a tomada de decisões na esfera da defesa europeia, lamentou a chefe do Comitê de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, a deputada alemã Marie-Agnes Strack-Zimmermann.

Em entrevista ao portal Euractiv, a deputada afirmou que os governos em Berlim e Paris atrapalham o avanço das decisões sobre a defesa coletiva europeia quando seus interesses nacionais e industriais são afetados.

"Falando francamente, a Alemanha está na primeira linha aqui. Os franceses também estão dispostos a pisar no freio, mas os alemães são exemplares a esse respeito", disse Strack-Zimmermann.

Segundo a parlamentar, todos os grandes países da União Europeia, incluindo Alemanha, França, Itália, Polônia e Espanha, são capazes de bloquear ou retardar iniciativas de defesa europeias quando afetam seus interesses nacionais, incluindo potencialmente os industriais.

"Se as capitais não conseguirem finalmente se mover, nosso sucesso inevitavelmente permanecerá limitado", lamentou a chefe do Comitê de Defesa do Parlamento Europeu.

Strack-Zimmermann também rejeitou as tentativas de atribuir a responsabilidade pelo lento avanço dos projetos europeus de defesa exclusivamente às instituições da UE.

De acordo com a publicação, a insatisfação dos eurodeputados com as ações dos governos nacionais aumentou durante as negociações sobre uma série de iniciativas de defesa da UE, incluindo medidas para reduzir os procedimentos burocráticos para a indústria de defesa e aumentar a mobilidade militar dentro do bloco.

No início de setembro, a França, a Alemanha e a Itália se opuseram ao novo grupo consultivo de defesa proposto pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, o que resultou no abandono dessa ideia.