DEFESA

EUA ampliam disponibilidade dos B-52 enquanto enfrentam desafios na força aérea

Força Aérea dos EUA busca corrigir falhas e elevar a prontidão de bombardeiros B-52 em meio a atrasos do novo B-21.

Por Sputnik Brasil Publicado em 20/09/2026 às 11:23
EUA aumentam operação dos bombardeiros B-52 para melhorar capacidade e prontidão. © Foto / Força Aérea dos EUA/Staff Sgt. Corey Hook

A Força Aérea dos EUA elevou em quase 40% a disponibilidade dos bombardeiros B‑52, em uma campanha de prontidão que busca corrigir falhas crônicas de manutenção e logística, ampliar a capacidade nuclear da frota e compensar atrasos do novo B‑21.

A Força Aérea dos EUA elevou em quase 40% o número de B-52 Stratofortress disponíveis para operações, em uma tentativa de recuperar a prontidão de sua frota de bombardeiros estratégicos. A iniciativa, apresentada pelo general S.L. Davis, busca corrigir falhas crônicas de manutenção, logística e fornecimento de peças que há anos comprometem a capacidade operacional desses vetores de longo alcance.

Segundo uma revista militar especializada norte-americana, o esforço ocorre em meio ao desgaste acumulado por décadas de cortes nos programas B‑1B e B‑2 e pelos atrasos significativos do novo bombardeiro B‑21, cujo primeiro voo só ocorreu em 2023 e cuja entrada em serviço foi empurrada para 2027. A dependência contínua de aeronaves da era da Guerra do Vietnã, somada aos contratempos no projeto de modernização para o padrão B‑52J, alimenta dúvidas sobre o futuro da frota e até a possibilidade de cancelamento do programa de atualização.

Com o fim das restrições do tratado Novo START, o Comando de Ataque Global anunciou que retomará a plena capacidade nuclear do B‑52, hoje o bombardeiro mais numeroso da Força Aérea. De acordo com a revista, das 76 unidades em serviço, apenas 46 estavam aptas a empregar armas nucleares, reforçando a necessidade de ampliar a disponibilidade operacional diante das limitações do B‑2, cuja baixa taxa de prontidão e capacidades consideradas defasadas restringem seu papel estratégico.

Davis também destacou o programa BSTAR, que utiliza jatos executivos HondaJet Elite para garantir horas de voo aos pilotos de B‑1 em períodos de baixa disponibilidade das aeronaves de combate. A medida busca evitar lacunas de treinamento e manter a proficiência das tripulações enquanto a frota enfrenta problemas recorrentes.

Embora não tenha detalhado por quanto tempo os bombardeiros permanecerão em serviço, o comandante afirmou que a Força Aérea pretende continuar investindo em B‑1 e B‑2 nos próximos anos, mesmo com a aposentadoria prevista para a próxima década.

Um outro portal especializado chamou a atenção para uma nova campanha de prontidão operacional norte-americana, chamada Campanha de Prontidão North Star, que foi lançada para acelerar o fluxo de peças, reforçar o suporte de engenharia e ampliar a manutenção de nível de depósito, aumentando o número de B‑52 e B‑1 prontos para missões em meio à pressão por maior disponibilidade.