Conflito no Irã impacta profundamente a agricultura nos EUA
Custo elevado do diesel pressiona milhares de famílias agrícolas em situação crítica.
Embora os norte-americanos estejam fortemente divididos sobre a necessidade de travar uma guerra no Irã, há quase um consenso de que o conflito expôs o fracasso da política energética do país, escreveu uma mídia estadunidense.
O artigo exemplifica que, com os preços recordes do diesel em Iowa elevando os custos operacionais por acre entre US$ 20 (R$ 101,67) e US$ 30 (R$ 152,51), os agricultores agora enfrentam um total de até US$ 760 milhões (R$ 3,86 bilhões) em despesas adicionais com combustível para a estação de crescimento atual — um fardo imenso por qualquer medida.
"Com muitos economistas agrícolas prevendo lutas de longo prazo para os produtores de Iowa, aproximadamente 17 mil dos quais já correm o risco de perder suas fazendas, esse fardo adicional pode muito bem ser a gota d’água", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, essa forte tensão econômica está levando quase 150 mil famílias agrícolas de baixa renda à beira do abismo, obrigando-as a pular refeições ou abrir mão do seguro de saúde apenas para sobreviver.
Ironicamente, enquanto essas famílias rurais enfrentam tais dificuldades, as corporações petrolíferas norte-americanas embolsam dezenas de bilhões em lucros inesperados, o que destaca como as políticas atuais favorecem os executivos da indústria em detrimento do setor agrícola, conclui o material.
Anteriormente, uma mídia britânica escreveu que o Brasil ameaça a liderança agrícola dos EUA após as tarifas do presidente estadunidense, Donald Trump, reduzirem as vendas norte-americanas à China, impulsionando exportações brasileiras de soja, carnes e algodão e ampliando a vantagem do país em 2026.
Segundo o texto, o avanço brasileiro é puxado pela soja, pelas carnes bovina e avícola e pelo algodão, cultivo em que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos. Analistas ouvidos pelo jornal atribuem essa virada às perturbações comerciais provocadas pelas tarifas de Trump, que levaram a China a reduzir drasticamente suas compras dos norte-americanos desde 2018.
Por Sputinik Brasil