Conflito no Oriente Médio afeta produção de alimentos no Brasil
Guerra no Irã e fechamento do Estreito de Ormuz impactam êxito na adubação agrícola.
A guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz encareceram fertilizantes e dificultaram a logística, reduzindo as importações brasileiras em até 45% e levando indústrias a cortar produção.
A escassez de ureia, amônia e enxofre — insumos dos quais o país depende — pressiona culturas como arroz, trigo, café e laranja, segundo veículos da mídia brasileira.
Com custos elevados e crédito limitado, produtores menores tendem a reduzir a adubação, o que pode diminuir produtividade e qualidade, sobretudo em regiões distantes dos portos.
O impacto pode ser agravado pelo El Niño, que traz risco de secas e chuvas irregulares. Embora grandes produtores tenham mais proteção, a dependência externa permanece alta: o Brasil importa 85% dos fertilizantes que consome.
Os preços subiram após o início do conflito, e novos fechamentos da rota voltaram a elevar a ureia, enquanto China e Rússia restringem exportações para garantir o abastecimento interno.
Há investimentos nacionais em plantas de nitrogênio, mas seus efeitos serão sentidos apenas no longo prazo.
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